Nesse (muito) tempo sem escrever no blog, tive várias idéias
de temas, mas nenhum saiu do pensamento. Aborto, feminismo, o estupro não
consumado, o machismo diário, tudo isso ficou martelando na minha cabeça
durante essas semanas, de como eu trataria tal assunto com boas bases de dados
e fatos.
Mas, como jornalista, resolvi tratar de factuais.
Não, não vou aqui falar de algum acidente, da falta d’agua,
de nota policial nem nada disso. Aqui vai valer a metalinguagem. O jornalismo
está em pauta e eu vou explicar agora o porquê de ser factual.
Ultimamente tenho visto alguns fatos que me deixam intrigado
(e desesperançoso) com a profissão que escolhi para a minha vida. Vejo
assessores contratados que nunca entraram em uma aula de jornalismo; estagiário
fazendo o papel de funcionário, mas com menos da metade do reconhecimento; e a
trágica crise mercadológica, com demissões em massa e insatisfações no
trabalho, levando sonhos por água abaixo devido à falta de valorização do
ofício.
Juntando tudo isso, surge um papo com uma ex-estagiária
sobre as frustrações do jornalista em formação e ainda pula na minha frente uma
sugestão de documentário sobre isso. Não tive como fugir. Era esse, então, o
meu tema de post!
Mas vamos ao que interessa (ou não): a minha “análise” sobre o
que está por aí na vida.