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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A (des)valorização do jornalismo

Nesse (muito) tempo sem escrever no blog, tive várias idéias de temas, mas nenhum saiu do pensamento. Aborto, feminismo, o estupro não consumado, o machismo diário, tudo isso ficou martelando na minha cabeça durante essas semanas, de como eu trataria tal assunto com boas bases de dados e fatos.
Mas, como jornalista, resolvi tratar de factuais.
Não, não vou aqui falar de algum acidente, da falta d’agua, de nota policial nem nada disso. Aqui vai valer a metalinguagem. O jornalismo está em pauta e eu vou explicar agora o porquê de ser factual.
Ultimamente tenho visto alguns fatos que me deixam intrigado (e desesperançoso) com a profissão que escolhi para a minha vida. Vejo assessores contratados que nunca entraram em uma aula de jornalismo; estagiário fazendo o papel de funcionário, mas com menos da metade do reconhecimento; e a trágica crise mercadológica, com demissões em massa e insatisfações no trabalho, levando sonhos por água abaixo devido à falta de valorização do ofício.
Juntando tudo isso, surge um papo com uma ex-estagiária sobre as frustrações do jornalista em formação e ainda pula na minha frente uma sugestão de documentário sobre isso. Não tive como fugir. Era esse, então, o meu tema de post!
Mas vamos ao que interessa (ou não): a minha “análise” sobre o que está por aí na vida.